Resumo: A fibra de coco estudada é originária da comercialização da água de coco, uma das bebidas mais apreciadas nos litorais brasileiros e que ao longo dos anos vem conquistando os espaços urbanos. O consumo deste alimento de forma in natura gera problemas na gestão de resíduos e caracteriza um desperdício de biomassa que poderia ser utilizada na fabricação de diversos produtos, insumos ou energia atendendo a princípios de sustentabilidade. O objetivo deste trabalho foi analisar as características e propriedades das fibras de coco-verde e as possibilidades de aproveitamento desse material no âmbito do design. Os experimentos foram realizados em três etapas e, na primeira, foram feitas seleção manual e classificação das fibras, processos adaptados dos estudos de Santos (2006) e Mathai (2005). Em seguida foram realizados testes de físicos nas fibras de coco (ASTM D 3 822-2001 e ISO 1973-1995). Com o objetivo de melhorar a fiabilidade das fibras foram realizados tratamentos químicos de purga, simultâneo ao pré-alvejamento e amaciamento. As fibras foram fiadas em uma roca automática e o tecido foi fabricado em tear manual. Os resultados mostraram que as fibras de coco-verde têm potencial para serem utilizadas em estruturas de tecelagem plana para algumas aplicações na área têxtil