Experiências de prazer e sofrimento no trabalho entre jovens da geração Z: uma revisão sistemática da literatura
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Este trabalho apresenta uma revisão sistemática da literatura sobre as experiências de prazer e sofrimento no trabalho entre jovens da Geração Z, considerando aspectos comportamentais, sociogeracionais e organizacionais que influenciam suas vivências laborais. A pesquisa teve como objetivo analisar como esses jovens percebem e experimentam o trabalho, identificando fatores que promovem bem-estar, engajamento e satisfação, bem como elementos que desencadeiam frustração, desgaste emocional e sofrimento psíquico. A metodologia consistiu na seleção, análise e categorização de estudos que abordam características da Geração Z, conceitos de prazer e sofrimento sobre a lente da psicodinâmica do trabalho e evidências empíricas sobre a inserção e permanência dessa geração no mercado de trabalho. Os resultados indicam que o prazer no trabalho está associado ao reconhecimento, autonomia, propósito, feedback contínuo e oportunidades de desenvolvimento, enquanto o sofrimento é desencadeado por rigidez hierárquica, ausência de suporte, sobrecarga de tarefas, falhas de comunicação e incoerência entre valores pessoais e práticas organizacionais. Pode-se observar que as experiências de prazer e sofrimento na Geração Z resultam da interação entre características subjetivas e condições estruturais do trabalho, exigindo das organizações modelos de gestão mais flexíveis, inclusivos e sensíveis às particularidades geracionais. O estudo identifica a relevância de promover ambientes corporativos que conciliam produtividade, saúde mental e desenvolvimento profissional, diante das transformações contemporâneas do mundo laboral.This study presents a systematic review of the experiences of pleasure and suffering at work among Generation Z, considering behavioral, sociogenerational, and organizational aspects that shape their professional trajectories. The objective was to analyze how these young workers perceive and experience their work environments, identifying factors that foster well-being, engagement, and satisfaction, as well as those that trigger frustration, emotional exhaustion, and psychological distress. The methodology involved the selection, analysis, and categorization of studies addressing Generation Z characteristics, concepts of pleasure and suffering within the psychodynamics of work, and empirical evidence related to this generation’s entry and permanence in the labor market. The findings indicate that pleasure at work is associated with recognition, autonomy, purpose, continuous feedback, and opportunities for development, whereas suffering is triggered by hierarchical rigidity, lack of institutional support, work overload, communication failures, and misalignment between personal values and organizational practices. The analysis shows that these experiences emerge from the interaction between subjective characteristics and structural work conditions, highlighting the need for organizational models that are more flexible, inclusive, and responsive to generational particularities. The study underscores the importance of fostering corporate environments that balance productivity, mental health, and professional development in the context of contemporary transformations in the world of work.
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